terça-feira, 15 de março de 2016

Projeto terapêutico em Saúde Mental: práticas e processos nas dimensões constituintes da atenção psicossocial

VASCONCELOS, Mardênia Gomes Ferreira et al. Projeto terapêutico em Saúde Mental: práticas e processos nas dimensões constituintes da atenção psicossocial. Interface (Botucatu) [online]. 2016, vol.20, n.57, pp. 313-323. ISSN 1807-5762. http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622015.0231.

Objetivou-se compreender o cuidado psicossocial, tendo como analisador o projeto terapêutico dos usuários, a partir das narrativas de profissionais dos serviços. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, embasada na Hermenêutica. As narrativas contextualizam um cenário marcado pelas dimensões epistemológica e técnico-assistencial da atenção psicossocial. O projeto terapêutico descaracteriza-se de sua concepção abrangente, de processo dinâmico, para ser concretizado a partir de um trabalho fragmentado pela especialização. A pesquisa provocou um movimento de reflexão dos profissionais, a partir da problematização de projetos terapêuticos, abrindo caminhos para a reformulação das ações da equipe, numa proposta de trabalho da equipe interdisciplinar. Foi evidente a escassez de discussões que considerassem o protagonismo dos usuários e da família na construção do projeto terapêutico, revelando, assim, a fragilidade das ações de cuidado psicossocial nas dimensões que consideram a participação e construção de cidadania.

Palavras-chave : Projeto terapêutico; Saúde Mental; Atenção psicossocial.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Assumpção de e CUNHA, Fátima Teresinha Scarparo. Organizações Não Governamentais de tuberculose do Rio de Janeiro, Brasil: motivações e vínculos na primeira década do século XXI

SANTOS, Vivian Albuquerque Abreu dos; SOUZA, Fabiana Barbosa Assumpção de e CUNHA, Fátima Teresinha Scarparo. Organizações Não Governamentais de tuberculose do Rio de Janeiro, Brasil: motivações e vínculos na primeira década do século XXI. Interface (Botucatu) [online]. 2016, vol.20, n.57, pp. 305-312. Epub 22-Jan-2016. ISSN 1807-5762. http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622015.0124.

Trata-se de pesquisa qualitativa realizada com representantes de Organizações Não Governamentais (Fórum ONGs/TB) no Rio de Janeiro, Brasil, para compreender as motivações desses sujeitos ao se afiliarem ao Fórum. A análise de discurso possibilitou entender que o risco de adoecimento ou morte por TB ganhou magnitude com o evento da coinfecção HIV/aids – TB, gerando ações de cooperação entre Estado e sociedade, referenciando a necessidade de se reduzirem os riscos de infecção por tuberculose. No Brasil, o surgimento da aids entre 1980 e 1990 mobilizou uma parte da sociedade civil organizada diferente da que hoje se mobiliza contra a TB. Atualmente, há tensões de sentido acerca do que deseja o grupo de pessoas afetadas pela tuberculose – os representantes das ONGs – e do que se defende. Portanto, são necessários mais estudos para compreender a participação desses grupos frente à tuberculose.

Palavras-chave : Tuberculose; Organizações Não Governamentais; Participação social.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Desperdício da experiência e precarização da vida: momento político contemporâneo da resposta brasileira à aids

SEFFNER, Fernando  e  PARKER, Richard. Desperdício da experiência e precarização da vida: momento político contemporâneo da resposta brasileira à aids. Interface (Botucatu) [online]. 2016, vol.20, n.57, pp. 293-304.  Epub 16-Fev-2016. ISSN 1807-5762.  http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622015.0459.
Já reconhecido pela qualidade da resposta à aids, o Brasil experimenta hoje retrocessos, em especial na área da prevenção. Este texto analisa a situação, com o auxílio de duas categorias conceituais: o desperdício da experiência, analítica que construímos inspirados em Boaventura Santos, e a precarização da vida, noção que toma como base as ideias de Judith Butler. Em sintonia com essas categorias, retoma a proposta de solidariedade, importante organizador político do vigor inicial da resposta brasileira à aids. As políticas públicas brasileiras lidam com a epidemia de aids nos dias de hoje na permanente tensão entre o fazer viver(ampliação da oferta de exames para conhecimento da situação sorológica e oferta universal da medicação antirretroviral) e o deixar morrer(reforço das situações de estigma e discriminação às populações vulneráveis). Em torno deste quadro, o texto efetua análises e lança provocações.
Palavras-chave : Síndrome da Imunodeficiência Adquirida; Brasil; Solidariedade; Precariedade; Vulnerabilidade.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Já no scielo: Ensino da segurança do paciente na graduação em saúde: reflexões sobre saberes e fazeres

BOHOMOL, Elena; FREITAS, Maria Aparecida de Oliveira  e  CUNHA, Isabel Cristina Kowal Olm. Ensino da segurança do paciente na graduação em saúde: reflexões sobre saberes e fazeres. Interface (Botucatu)[online]. ahead of print, pp. 0-0.  Epub 01-Mar-2016. ISSN 1807-5762.  http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622015.0699.
O estudo objetivou analisar Projetos Pedagógicos de cursos de graduação em Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Medicina da Universidade Federal de São Paulo, para verificar o que se ensina sobre segurança do paciente. Trata-se de um estudo descritivo e exploratório, que utilizou como estratégia a pesquisa documental. Os documentos foram os Projetos Pedagógicos dos cursos. O ensino sobre segurança do paciente mostrou-se fragmentado, carecendo de aprofundamento e amplitude conceitual, conforme recomenda o guia da Organização Mundial da Saúde. Cada curso valoriza os aspectos específicos para a formação que quer dar. A inserção e a tentativa de unificação dos conteúdos sobre segurança do paciente ainda são uma proposição recente nas escolas do Brasil, e não faz parte dos objetivos escolares. Há necessidade de uma revisão dos currículos, para se contemplar uma abordagem interdisciplinar e transdisciplinar para o desenvolvimento deste tema.
Palavras-chave : Currículo; Educação Superior; Ciências da Saúde; Segurança do paciente.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Já no scielo: O cuidado à saúde na perspectiva de trabalhadores homens portadores de doenças crônicas

YOSHIDA, Valéria Cristina  e  ANDRADE, Maria da Graça Garcia. O cuidado à saúde na perspectiva de trabalhadores homens portadores de doenças crônicas. Interface (Botucatu) [online]. ahead of print, pp. 0-0.  Epub 01-Mar-2016. ISSN 1807-5762.  http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622015.0611.
O estudo, de natureza qualitativa, buscou conhecer de que forma trabalhadores homens, com pouca escolaridade, hipertensos e diabéticos, acompanhados num serviço da rede básica de Campinas-SP, Brasil, relacionam-se com sua condição de saúde e tratamento, no intuito de contribuir com a atenção básica no (re)conhecimento das necessidades de cuidado desses usuários. A partir de relatos colhidos por meio de entrevistas semiestruturadas, foram analisados os atributos da masculinidade e a experiência do cuidado da doença crônica. Encontraram-se vários aspectos do comportamento masculino socialmente construído, como: a importância do trabalho, a resistência à procura por serviços de saúde, a presença de hábitos como alcoolismo e tabagismo, associados às dificuldades no controle da doença, ligadas, sobretudo, às mudanças na alimentação e ao uso contínuo de medicamentos. A despeito disso, foram identificadas motivação e aceitação do tratamento, permitindo vislumbrar um caminho que promova o cuidado desses usuários.
Palavras-chave : Atenção Primária; Saúde do homem; Hipertensão; Diabetes mellitus.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Já no scielo: Metodologias participativas de pesquisa e educação popular: reflexões sobre critérios de qualidade

STRECK, Danilo Romeu. Metodologias participativas de pesquisa e educação popular: reflexões sobre critérios de qualidade. Interface (Botucatu) [online]. ahead of print, pp. 0-0.  Epub 01-Mar-2016. ISSN 1807-5762.  http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622015.0443.
O artigo, derivado da experiência de pesquisa do autor e de avaliações de trabalhos de pesquisa na educação popular, propõe a discussão de critérios de qualidade e validade das metodologias participativas, as quais, desde sua origem na América Latina, apresentam importantes afinidades com a educação popular. São discutidos, na ótica das metodologias participativas, os seguintes tópicos: a relevância social, a qualidade de descrição e de interpretação, a reflexividade coletiva, a qualidade da relação entre os sujeitos da pesquisa e a praticabilidade do conhecimento. Na conclusão, argumenta-se que a discussão sobre a qualidade da pesquisa em educação e educação popular pode contribuir para fazer frente ao produtivismo acadêmico, onde são confundidos critérios de quantidade e qualidade, a superar a dicotomização entre produtores e consumidores ou usuários de pesquisa, e para fomentar a densidade teórica da área.
Palavras-chave : Educação popular; Pesquisa em educação; Qualidade da pesquisa; Metodologias participativas; Relevância social.

quarta-feira, 2 de março de 2016

O Coletivo (com) Preguiça: encontros, fluxos, pausas e artes

AMADOR, Arthur Calheiros e CASTRO, Eliane Dias de. O Coletivo (com) Preguiça: encontros, fluxos, pausas e artes. Interface (Botucatu)[online]. 2016, vol.20, n.56, pp. 267-280. ISSN 1807-5762. http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622015.0576.

Busca-se apresentar alguns traços da produção artística, dos momentos de criação e aspectos que fazem funcionar o Coletivo Preguiça – dispositivo grupal de experimentações de linguagens e fazeres artísticos –, que nasceu em ações desenvolvidas na interface da arte e da produção da saúde, e foi ganhando autonomia e emancipando-se nas formas de produção e na ocupação de territórios culturais. Formação, participantes, linguagens artísticas e registro de imagens articulam um estado de produção-processo pautado nos afetos, na convivência e na igualdade das inteligências. Esses pontos aprofundam o olhar para as poéticas e campos expressivos enunciados, e propõem uma experiência comum de pesquisa e inscrição das produções no circuito artístico-cultural. A produção artística é permeada por agentes externos ou internos ao grupo, e ocorre numa reciprocidade de influências que fortalecem o plano coletivo e os participantes.

Palavras-chave : Arte; Criação; Coletivo; Subjetividade.