sexta-feira, 4 de abril de 2014

Já no SciELO: A dissecação como ferramenta pedagógica no ensino da Anatomia em Portugal.

PONTINHA, Carlos Marques e SOEIRO, Cristina. A dissecação como ferramenta pedagógica no ensino da Anatomia em Portugal. Interface (Botucatu) [online]. 2014, vol.18, n.48, pp. 165-176. ISSN 1807-5762. http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622014.0558.

Ao longo da História, a importância da utilização de cadáveres humanos para o ensino e investigação não tem sido consensual. No passado, a obtenção dos cadáveres indispensáveis ao ensino passou pelo recurso a cadáveres de reclusos, de não reclamados e ao roubo e/ou compra. Para além da inadmissibilidade ética e jurídica destas soluções, estas revelaram-se insuficientes para as necessidades das escolas médicas. Nas últimas décadas, a consciência global da legitimidade da doação de cadáveres foi-se intensificando, considerando-se, hoje, a forma digna de colmatar essa falta. Neste artigo realizou-se uma revisão da literatura com o objetivo de se fazer uma resenha histórica, jurídica e pedagógica sobre a importância da utilização de cadáveres humanos no ensino da Anatomia Humana nos cursos de Medicina, incluindo em Portugal, nomeadamente pelo recurso à dissecação cadavérica em complementaridade com outras ferramentas pedagógicas.

Palavras-chave : Anatomia; Cadáver; Dissecação; Doação; Educação médica.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Já no SciELO: O estágio curricular como práxis pedagógica: representações sociais acerca da criança com deficiência físico-motora entre estudantes de Fisioterapia .

ARAUJO, Leandro Dias de; SANTOS, Ana Lucia de Souza Freire; ROSA, Adriano e GOMES, Marta Corrêa. O estágio curricular como práxis pedagógica: representações sociais acerca da criança com deficiência físico-motora entre estudantes de Fisioterapia . Interface (Botucatu)[online]. 2014, vol.18, n.48, pp. 151-164. ISSN 1807-5762. http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622014.0114.

O artigo analisa a transformação das representações sociais dos alunos de fisioterapia acerca da criança com deficiência físico-motora, influenciada pelo estágio em fisioterapia pediátrica. Consideramos, para a problematização, o modo estigmatizado como as pessoas com deficiência são representadas, e a influência do estágio curricular supervisionado na formação acadêmica em saúde. A pesquisa, de caráter qualitativo, contou com 24 alunos ingressantes e egressos do estágio em fisioterapia pediátrica, submetidos a entrevistas semiestruturadas e grupo focal. O estudo permitiu inferir que as representações são possibilitadas, fundamentalmente, pela experiência do estágio, embora as disciplinas teórico-conceituais forneçam subsídios técnicos para a intervenção. Dessa forma, o currículo deve enfatizar o estágio como conhecimento e práxis, uma vez que os ganhos extrapolam a mudança na forma de ver a deficiência, trazendo benefícios e recursos profissionais incomparáveis, além de valores pessoais essenciais para a formação humana.

Palavras-chave : Educação; Formação em saúde; Fisioterapia; Reabilitação; Criança.

Já no SciELO: Humanidades e humanização em saúde: a literatura como elemento humanizador para graduandos da área da saúde.

LIMA, Carina Camilo; GUZMAN, Soemis Martinez; BENEDETTO, Maria Auxiliadora Craice De e GALLIAN, Dante Marcello Claramonte. Humanidades e humanização em saúde: a literatura como elemento humanizador para graduandos da área da saúde. Interface (Botucatu)[online]. 2014, vol.18, n.48, pp. 139-150. ISSN 1807-5762. http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622013.0708.

Este artigo apresenta os resultados de um projeto de pesquisa cujo principal objetivo foi verificar os benefícios da inclusão do Laboratório de Humanidades (LabHum) do Centro de História e Filosofia das Ciências da Saúde (CeHFi) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) como disciplina eletiva para a promoção da humanização no contexto de graduandos da área da saúde (Medicina e Enfermagem). A disciplina foi enfocada na reflexão a partir da leitura de clássicos da literatura. Foram adotados métodos qualitativos fundamentados na Fenomenologia Hermenêutica. Os resultados apontaram para a ideia de que a literatura propicia a deflagração de “acontecimentos interpelativos”, ou seja, momentos de autorreflexão capazes de tocar o educando a ponto de que mudanças de visão e atitudes se incorporem naturalmente ao seu dia a dia, promovendo a humanização.

Palavras-chave : Literatura; Humanização; Educação em saúde.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Já no SciELO: Contribuições da medicina antroposófica à integralidade na educação médica: uma aproximação hermenêutica.

WENCESLAU, Leandro David; ROHR, Ferdinand e TESSER, Charles Dalcanale. Contribuições da medicina antroposófica à integralidade na educação médica: uma aproximação hermenêutica. Interface (Botucatu) [online]. 2014, vol.18, n.48, pp. 127-138. Epub 2014. ISSN 1807-5762. http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622014.0745.

O objetivo deste trabalho é apontar possíveis contribuições da obra do fundador da medicina antroposófica, Rudolf Steiner, à integralidade na educação médica. Trata-se de um estudo hermenêutico, como apontado por Gadamer, dos cursos e das palestras dados por Steiner sobre medicina. São apresentadas quatro proposições, síntese do seu pensamento: (1) uma crítica ao modelo de ciência materialista que pode ser ampliada a partir de uma fenomenologia goetheana; (2) a trimembração e quadrimembração antroposóficas como chaves interpretativas do processo saúde-adoecimento; (3) a integração entre ser humano e natureza como fundamento de pesquisa de novos tratamentos; e (4) o vínculo entre desenvolvimento moral e formação técnica-científica na educação médica. Os limites e as potencialidades destas proposições são analisados na perspectiva da viabilidade de uma pluralidade epistemológica nos conhecimentos e práticas em medicina.

Palavras-chave : Educação médica; Integralidade; Hermenêutica; Steiner; Antroposofia.

Já no SciELO: Crise na educação médica? Um ensaio sobre o referencial arendtiano.

SILVEIRA, Rodrigo Pinheiro; STELET, Bruno Pereira e PINHEIRO, Roseni.Crise na educação médica? Um ensaio sobre o referencial arendtiano.Interface (Botucatu) [online]. 2014, vol.18, n.48, pp. 115-126. ISSN 1807-5762. http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622013.0010.

Trata-se de um ensaio que contribui para o contexto de transformações na educação médica no Brasil à luz do pensamento da filósofa política Hannah Arendt. A autora faz uma leitura crítica da modernidade, apontando seu contexto de crise e quanto esta se reflete em áreas como as da educação e da política. Partindo das reflexões sobre a crise na educação, a ruptura com a tradição e a perda da autoridade, trazemos seu pensamento para uma análise sobre a prática médica e sua formação, pautadas, sobretudo, pelo modelo biomédico e outras manifestações do mundo moderno. Por fim, ressaltamos a necessidade de se trabalhar, na educação médica, com categorias como responsabilidade, julgamento e pensamento reflexivo, que foram objetos de análise da autora, já na fase final de sua vida.

Palavras-chave : Educação médica; Política; História moderna 1601.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Já no SciELO:Qualidade de vida dos surdos que se comunicam pela língua de sinais: revisão integrativa.

CHAVEIRO, Neuma et al. Qualidade de vida dos surdos que se comunicam pela língua de sinais: revisão integrativa. Interface (Botucatu) [online]. 2014, vol.18, n.48, pp. 101-114. ISSN 1807-5762. http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622014.0510.

O estudo objetivou revisar a produção científica sobre a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) de surdos. Trata-se de uma revisão integrativa, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, PubMed e Portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os resultados indicam que sintomas de ansiedade e depressão são mais acentuados nos surdos e podem estar relacionados a dificuldades de comunicação. As pessoas que vivenciam problemas de comunicação evitam novas relações sociais, e isso pode aumentar o isolamento social e reduzir a QVRS. Para os surdos que se comunicam pela Língua de Sinais, a QVRS só pode ser efetivamente avaliada por instrumentos traduzidos e adaptados em sua língua. Conclui-se que a surdez tem um impacto negativo sobre a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) de pessoas surdas.

Palavras-chave : Surdez; Linguagem de sinais; Qualidade de vida; Revisão.

Já no SciELO: A música popular brasileira na construção do conhecimento em Saúde Pública: o tema processo de trabalho e saúde.

PINA, Jose Augusto. A música popular brasileira na construção do conhecimento em Saúde Pública: o tema processo de trabalho e saúde. Interface (Botucatu) [online]. 2014, vol.18, n.48, pp. 87-100. ISSN 1807-5762. http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622014.0491.

Este estudo destaca temas relativos ao trabalho e à saúde na música popular brasileira, especialmente no samba. Tem como objetivo apresentar um corpo de conhecimentos sobre o tema processo de trabalho e saúde. Nas canções selecionadas foram identificadas categorias tomadas como ponto de partida para discussão com a literatura. Com o desenvolvimento do texto, percebe-se o manancial da canção popular para proporcionar conteúdos sobre múltiplas dimensões do processo de trabalho e do processo saúde-doença dos trabalhadores, inclusive a dimensão coletiva e histórica da luta pelo direito à saúde. Esta pesquisa resultou na valorização da música popular brasileira como uma forma de se entenderem as relações trabalho-saúde e de se desenvolver conhecimento em Saúde Coletiva.

Palavras-chave : Saúde Pública; Processo de trabalho e saúde; Música popular brasileira; Samba.